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Português para Concursos

A adequada utilização de alguns pronomes - dicas relevantes

Atenha-se a elas em apenas um clique!

Publicado em 21/01/2011 07:21:33


Em se tratando de todo e qualquer processo comunicativo, seja este oral ou escrito, é sempre louvável que o emissor esteja atento ao interlocutor e ao contexto no qual este é produzido. Tal afirmação diz respeito a algumas ocorrências que porventura tendem a “ferir” algumas normas prescritas pelo padrão formal da linguagem, manifestadas por incorreções relacionadas, principalmente, ao âmbito ortográfico, sintático e semântico.


De forma específica, discorreremos acerca de um destes casos, sobretudo no que se refere ao emprego dos pronomes, cuja função é tão somente a de substituir ou determinar o nome, no caso, o substantivo. Dessa forma, como eles (os pronomes) não possuem significação própria, diferentemente dos substantivos, sua utilização depende única e exclusivamente do contexto em que se inserem.


Mediante tal pressuposto, o artigo que ora se evidencia tem por finalidade apontar alguns casos representativos, passíveis desta ocorrência e, sobretudo, ressaltar a maneira adequada de nos posicionarmos frente a ela. Para tanto, observemos:


* Este trabalho é para eu desenvolver X Este trabalho é para mim desenvolver.

Os pronomes do caso reto (no caso, eu) sempre funcionarão como sujeitos da oração. Enquanto os oblíquos (no caso, mim) representarão o complemento verbal inerente a esta. Tal afirmativa indica que podemos perfeitamente dizer: As encomendas foram entregues a mim.
Já no caso em questão, somente é aceitável a primeira alternativa, ou seja: Este trabalho é para eu desenvolver.


* Nós o amamos X Nós lhe amamos.

A utilização do pronome muitas vezes está condicionada à transitividade verbal. Neste caso, temos que o verbo amar se caracteriza como transitivo direto, visto que sempre amamos alguém. Portanto, o ideal é dizermos: Nós o amamos.



* É abominável uma relação onde somente prevaleça a desconfiança X É abominável uma relação na qual somente prevaleça a desconfiança

Como fator de ampla recorrência, constata-se o uso do pronome “onde”, cuja função é de adjunto adverbial de lugar, fazendo as vezes de um pronome relativo. Logo, se a função é a de substituir um termo anteriormente expresso, convém optarmos pela segunda alternativa: É abominável uma relação na qual somente prevaleça a desconfiança.



Ele penteou seus cabelos X Ele penteou os cabelos.

Aqui, constatamos um pronome possessivo utilizado de forma desnecessária, visto que os cabelos já pertencem ao autor do processo. Assim sendo, é recomendável optarmos pela segunda opção.


Este é o prêmio que recebi X Esse é o prêmio que recebi.

O pronome demonstrativo “este” indica algo que se encontra próximo ao emissor, isto é, à pessoa que fala. Ao passo que “esse” se encontra perto da pessoa com quem se fala, ou seja, o interlocutor. Dessa forma, se disséssemos: Esse aí é o livro recomendado pelo professor, estaríamos agindo de acordo com o recomendável.
Evidentemente que neste caso a primeira opção representa a forma ideal.



Não utilize este aparelho, pois o mesmo encontra-se com defeito X Não utilize este aparelho, pois ele encontra-se com defeito.

Outra recorrência é o emprego de “mesmo” em detrimento ao uso do pronome pessoal. Por que não fazermos o uso deste, se sua função, como já foi dito, é a de substituir o substantivo? Portanto, desfrutemo-nos dele sempre quando necessário, optando desta vez pela segunda alternativa: Não utilize este aparelho, pois ele encontra-se com defeito.


Você trouxe o que te pedi? X Você trouxe o que lhe pedi?

No intuito de mantermos a uniformidade de tratamento, o ideal é substituirmos o pronome oblíquo de 2ª pessoa “te” pelo oblíquo “lhe” – Você trouxe o que lhe pedi?
Outra opção é substituirmos o pronome “você” por “tu”, resultando nesta construção:

Tu trouxeste o que te pedi?


Por Vânia Duarte
Especial para o Banco de Concursos

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